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Quanto custa perder um aluno? A conta que a escola quase nunca faz

Toda escola sabe quanto custa uma campanha de matrícula. Quase nenhuma sabe quanto vale o aluno que ela perdeu no meio do ano, e é esse número que deveria orientar as decisões.

Pergunte a um diretor quanto custou a campanha de matrícula do ano passado e ele responde com precisão. Pergunte quanto custou perder sete alunos entre março e agosto e o silêncio é constrangedor.

Não é descuido. É que uma conta está na planilha de despesas e a outra não está em lugar nenhum.

A conta simples que quase todo mundo faz errado

Quando a escola pensa em “perder um aluno”, ela pensa numa mensalidade. É o instinto natural: saiu um, deixei de receber R$ 900 este mês.

Só que aluno não é uma transação. É uma assinatura de vários anos.

Vamos com números redondos, e troque pelos seus. Mensalidade de R$ 900, doze parcelas: R$ 10.800 por ano.

Se esse aluno entrou no 6º ano e a escola vai até o 3º ano do ensino médio, ele tem sete anos pela frente. O valor daquela família, se ela ficar, é de R$ 75.600.

Agora some o irmão mais novo que provavelmente viria atrás. E a indicação para a prima, a vizinha, a colega de trabalho da mãe, porque em cidade de interior, matrícula anda em rede.

O aluno que saiu em maio não custou R$ 900. Custou algo entre R$ 40 mil e R$ 100 mil de receita futura.

O erro de comparar captação com retenção

Aqui está o desequilíbrio que a maioria das escolas vive sem perceber.

Para captar um aluno novo, a escola gasta com anúncio, evento, material, tempo de equipe em visita e follow-up. Tem custo, tem esforço, tem incerteza, a maioria dos interessados não fecha.

Para reter um aluno que já está matriculado, muitas vezes basta uma conversa no momento certo. Uma coordenadora que percebe que o menino está faltando demais e chama a família antes de o problema virar decisão de saída.

A retenção é ordens de grandeza mais barata que a captação. E mesmo assim a maioria das escolas investe pesado na primeira e trata a segunda como consequência natural do bom trabalho pedagógico.

Não é. Retenção também é processo, e processo precisa de informação no tempo certo, que é exatamente o que um sistema de alerta precoce faz.

Os dois vazamentos, lado a lado

Toda escola perde aluno em dois pontos, e vale medir os dois:

Na porta de entrada

A família demonstrou interesse, perguntou valor, às vezes marcou visita, e sumiu. Sem lista de retorno, ninguém percebe que ela sumiu. Já encontrei uma escola onde 10 de 13 famílias novas de uma semana não existiam em nenhum sistema, só no histórico do WhatsApp.

Na porta de saída

O aluno matriculado começa a escorregar: falta, para de entregar tarefa, nota cai. Meses depois a família comunica a saída, e aí a conversa é de despedida, não de recuperação.

Como calcular o seu número

Faça isso numa folha, hoje:

  1. Mensalidade média × 12 = valor anual de um aluno
  2. × anos médios de permanência na sua escola = valor de uma família
  3. × número de alunos que saíram fora de época no último ano = o seu prejuízo real

O terceiro número é o que dói. E é o número que justifica qualquer investimento em retenção, porque quase sempre ele é maior que o orçamento inteiro de marketing da escola.

Por que isso muda a decisão de investimento

Quando a direção enxerga que segurar quatro alunos no ano paga um sistema inteiro, a conversa deixa de ser “isso cabe no orçamento?” e passa a ser “por que ainda não temos isso?”.

É a mesma lógica de qualquer assinatura: você não avalia pelo custo mensal, avalia pelo que ele evita. Um sistema que custa o equivalente a três ou quatro mensalidades anuais e evita a saída de cinco alunos não é despesa. É a operação mais rentável do ano.

O problema é que ninguém faz essa conta, porque o aluno que ficou não aparece em relatório nenhum. Prejuízo evitado é invisível por natureza.

Quer fazer essa conta com os números da sua escola? Me chama no WhatsApp que eu monto com você.

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