5 erros de marketing jurídico que podem virar processo na OAB
A vontade de aparecer faz muito advogado cruzar linhas que a OAB não perdoa. Estes cinco erros são comuns, e cada um pode virar processo ético. Veja se o seu marketing comete algum.
A boa notícia é que o advogado pode, sim, fazer marketing. A má é que a linha entre o permitido e o proibido é fina, e cruzá-la pode render processo ético. Estes cinco erros são os mais comuns, e todos aparecem em sites e redes de escritórios que só queriam aparecer mais.
1. Prometer resultado
“Ganhe sua causa”, “recupere seu dinheiro garantido”, “aposentadoria certa”. Prometer resultado é expressamente vedado, porque ninguém controla uma decisão judicial. É o erro mais perigoso, e o mais comum em anúncio.
2. Falar de honorários como chamariz
Divulgar valores, descontos, primeira consulta grátis ou preço de serviço trata a advocacia como comércio. A menção de honorários na publicidade é vedada.
3. Captar cliente ativamente
Abordar quem passou por um acidente, uma demissão ou um problema específico oferecendo serviço é captação de clientela, o que a OAB proíbe. Informar é permitido; oferecer diretamente, não.
4. Tom sensacionalista ou de ostentação
Linguagem de propaganda, apelo emocional exagerado, exibição de carro, escritório luxuoso ou resultados milionários fere a sobriedade que a profissão exige.
5. Deixar a agência decidir sozinha
O erro que causa todos os outros: contratar quem faz site e tráfego como se advocacia fosse loja, sem conhecer o Provimento 205. A responsabilidade ética é do advogado, não da agência. Se quem cuida do seu marketing nunca ouviu falar do provimento, o risco é seu.
Fazer marketing que funciona e respeita a OAB é possível, e é justamente o que separa uma presença digital séria de uma dor de cabeça. Comece pelo que pode: conteúdo informativo e um site sóbrio.
Quer revisar a presença do seu escritório com a lente da OAB? Me chama no WhatsApp.
Fonte: Provimento 205/2021 (OAB SP).